segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sonhando com o cotovelo do universo!!!

Três noites seguidas sonhando com a chegada de et's. Cara, isso ta me deixando meio paranóico. Na primeira noite chegaram todos de uma vez. E com uma etezona enorme comandando...Tiro pra todo lado. Eu me escondendo atrás de pedra na chácara do Seu Zeferino (pior que tem pouca pedra por lá), e a etezona gritando algo entre o veneto e o castelhano. No fim me acharam escondido. Mas aí o despertador tocou e eu fiquei feliz por ter que acordar 6 horas da manhã. Nos outros dias, os sonhos foram meio repetitivos...Já tinha sonhado antes. Naves caíndo e nada de Will Smith fumando charuto ou Bill Pullman convocando todos os heróis humanos (norte americanos com sempre) para acabar com esses miseráveis et's. Apenas caíam e nem fogo pegavam... Os et's saíam tranquilos... Bem, enfim... Sonhos. Mesmo assim, procurei um dos meus grandes mestres, o astrólogo, tarólogo, astronômo e piloto de testes da NASA, professor Máximo Alado, para algumas explicações. Como astrólogo me disse que a conjunção dos astros, principalmente a passagem da lua por júpiter está mexendo com minha percepção dos reais motivos emocionais e abalando meu poder de decisão. Não entendi patavinas. Como tarólogo, disse que o louco estava aparecendo demais. Fui obrigado a chamá-lo pra um jogo de bisca. Já como astrônomo não disse nada que eu não saiba. Marte é vermelha, a terra é azul, a lua tem um lado escuro e que de vez em quando alguma coisa cai do céu (nem pra ser um bilhete com os números da loteria). Como piloto, só pilotando no espaço mesmo. Já bateu o carro 18 vezes. Continuei com a sensação de que ele, como todo bom funcionário da NASA, está escondendo alguma coisa. Como diriam os agentes Mulder e Scully, quem sabe a verdade está la fora.

Eu viajando...nas épocas da universidade...

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terça-feira, 21 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

Lembranças de sonhos MEUS

Vou atrás do céu
para onde ele for
Azul, cinza ou vermelho
Poente, nascente ou ausente
so sol serei cúmplice
do seu calor guardião
afagarei as manchas de luz
que teimem em se apagar

Vou atrás da onda
para onde ela for,
para o coral, para o recife
Azul, verde ou sem cor
maré alta, baixa ou media
da brisa serei amante
na tempestade de mar, de amor.

Vou atrás da duna,
não importa onde ela for parar.
Parar? O vento me transporta,
Amarela, invisível ou andante.
Da areia farei meu leito
E, leve então, poderei voar.

Vou atrás da lua,
Cheia, crescente ou minguante,
da nova vida que quero,
Pirata é que serei.
Dos mares secos desertos,
Prateado banho de luz.
Ao dragão não temerei.

Quase acerto - mas foi so o cotovelo - Parte 08 (teorizando o infinito)

Domingo. Nove e meia da manhã. Tomei um balaço (de cachaça) ontem e olha só quem aparece aqui em casa? Zio Tazza Piena, Zia Zoardina e o mala do primo Abrelino. Puta merda. Nunca na vida tinha pedido pra acordar de ressaca!!! O Caspita me aparece com um garrafão de (bom) vinho, metade de uma ovelha e meio saco de bergamota. Oggi è il giorno!!! Depois dos abraços e beijos nos tios (e dos cascudos no Abrelino), me mandei pra passar uma água na careca. Enquanto isso, o véio Tazza se ocupou logo em armar a churrasqueira e abrir o garrafão. Mas que vinho. O tio é bom em fazer vinho. Pelo menos isso, já que casar com a Tia Zoardina e fabricar o Abrelino pesam contra esta preciosa criatura. Fazer o que. Logo no primero copo de vinho, o maledeto do piá (gremista ainda por cima), chuta uma abóbora e me faz perder vinho. Ainda bem que não quebrou o copo. Dei um jeito rápido. Rolei a abóbora com muita perícia pros lados do copo de gasosinha do guri. Perfeito!!! Só não quebrou o copo do anjinho porque era de plástico. O Tio deu risada demais. Dever ter pensado: "Bem feito... Nunca derrame um bom vinho". O merdinha aprendeu a lição e foi brincar com a cachorrada. Depois de degustar tudo isso - vinho, ovelha, a maionese da Tia e bergamota, compreendi que passei una bella domenica. E ainda fui atendido tardiamente nas minhas preces: acordei segunda de ressaca...Deve ter sido a bergamota.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Irônico Apagar das Luzes (momento Forest Gump)


(Por Cid Biavatti)

Na hora em que fiquei sabendo de sua morte, nem percebi direito o que estava acontecendo. A Dalva me ligou logo após falar com o José Roberto Romeira Abrahão (amigo e parceiro do Raul). Fiquei uns quinze minutos tentando acalmá-la. Na verdade estava tentando ganhar tempo. Procurava digerir melhor essa, não inesperada, mas surpreendente notícia. Nós, os amigos, há algum tempo sabíamos que o Raul estava chegando a um ponto de difícil retorno. Sua saúde estava muito debilitada e ele bebia muito. O diabetes estava piorando ainda mais sua aparência física. O inchaço de seu corpo era cada vez mais visível.
Como sua vida, também sua morte esteve às voltas com a ironia. Parece ter escrito algumas letras e fez questão de seguir a risca. Dizia que não esperaria a morte com a boca escancarada cheia de dentes. Algumas semanas antes de morrer arrancou todos os dentes. Em outra, alertava que só se iria entender o que falou no dia do eclipse. Dias antes, aconteceu o maior eclipse lunar do século. A Dalva o encontrou morto às 7 horas, provavelmente pouco depois da partida do trem, que segundo ele, era o último do sertão.
Raul se foi. Mas jamais deixará de existir sua imagem questionadora e irreverente. Na música “Canto Para Minha Morte”, ele pergunta: Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Creio que para alguém que diz ter nascido há 10 mil anos atrás, tempo para viver não faltou.

No te va gustar...adoro essa banda

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Situações

Um baita susto, diria Naneta. Na verdade quem já não se assustou com a própria sombra. Mas, considerando que eram três e quase meia da madruga, sombra é só que se vê. Mania feia essa minha. Ou acorda cedo ou dorme tarde. Rotina. Tá. Vinha eu na certeza de abrir a porta da frente e ver de cara aquele céu estampado de estrelas. Soy un iluso. Nada vi!!! Putz, o céu estava escuro...Simplesmente. Nada de estrelas, lua, satélite, disco voador... Nada. Me invadiu uma tristeza impensável, um vazio, um silêncio que ecoava distante, se é que vocês me entendem. Desliguei a luz da sala...Uma penumbra única e contínua. Tudo escuro ao meu redor. Fui até a porta dos fundo, esbarrando em meus próprios pensamentos e medos. Coração acelerado, tempo preguiçoso, sombras. Nada de luz no fundo. Nada de estrelas. Em que poço ou fosso me meti, pensei alto, sem quebrar o silêncio. De verdade mesmo, torci pra amanhecer logo, sentado na porta de casa. Vendo essa sombra, que, agora sei, é minha, cobrindo tudo, manchando de negro as pontas das estrelas e o lado claro da lua. Foi como se o susto virasse dor. Uma dor assim, meio dor de dente meio orgulho ferido. Uma quase coceira, de ferida cicatrizando. Abri os olhos. O sol despontava sobre a Serra do Carmo, tingindo de vermelho as poucas nuvens no céu. É. O medo da própria sombra as vezes incomoda muito, pensei. Levantei, esquentei a água e fui tomar chimarrão.